sexta-feira, 27 de julho de 2012

Eu voltei

Depois de quase vinte dias longe de casa, voltei segunda-feira e parece até que fiquei um ano fora. A primeira mudança foi no meu quarto, a parede da minha cama era cheia de posters, voltei e só havia uma parede branca, não colei-os de volta por falta de motivação, mas ainda sinto-me uma estranha em meu próprio quarto.

Durante a viagem quase todos os dias eu não estava sozinha, sempre minha prima estava comigo, era praticamente minha irmã, alias toda essa nossa convivência resultou em um vídeo cover ridículo de Call Me Maybe.
Dois dias antes de voltar para a casa, passei o dia na casa de uma tia, foi um dia dedicado a engordar, quem viu meu flickr sabe bem do que estou falando e quem não viu, pode ver agora algumas fotos.






No penúltimo dia da viagem resolvi ser curiosa e finalmente pegar um violão que ficava no meu quarto lá, só que eu nunca havia mexido nele, depois disso eu queria trazer até o violão para mim.


Quarta-feira (01/08) estarei de volta para a escola, faltando 29 dias para o meu aniversário, já estou tendo crises de idade desde agora. Mal posso esperar pela próxima viagem.

Isso é tudo pessoal. Fernanda Costa.
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Vida platônica

Longe de casa há mais de uma semana, milhas e milhas distante do meu amor.


Estar longe de casa sempre me faz bem, relaxar e esquecer de tudo, literalmente tirar férias. Já isso sobre estar longe do meu amor, nem voltando para casa eu ficaria perto dele, ele está longe de mim, não importa o que eu faça parece que ele sempre vai estar longe. Maldito platonismo. É tão dificil amar alguém que você só conhece por fotos, alguém que te faz passar horas na frente de um computador, o mesmo que você fantasia estar ali e passa horas conversando, ele não está ali, só existe seus sonhos, lágrimas e uma foto, a que você abraça e deseja boa noite.
Lembrar-se que seu amor ira se casar em tão pouco tempo, o mesmo tempo que eu deveria usar para construir uma vida, só minha, sem loucuras. A felicidade dele é importante, mas e a minha? Sinto-me um monstro quando a felicidade dele me machuca, mas que raios de amor esse?
Perdoa-me, eu tentarei ser normal.
Fernanda Costa
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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Olá adolescência

O que era apenas uma caminhada torna-se uma viagem ao passado, um lugar onde não havia preocupações. Se deparar com crianças entrando a primeira vez em um parquinho, todas de mãos dadas e boquiabertas, felizes com a nova descoberta e ligadas a cada detalhe que passa na frente de seus olhos. Nesse exato momento você sorri e se lembra da primeira vez em que passou por aquele mesmo portão e sorriu animada com o lugar que estava sendo-lhe apresentado, não havia preocupações, só havia o sol, a areia, o balde e uma tarde toda pela frente. Não havia o medo de não ser aceita, havia a inocência em meus olhos e um sorriso sem igual. Olá adolescência, tão querida e tão esperada, mas que conseguiu destruir toda a pureza que havia em nós, aquelas crianças que brincavam juntas e passavam as tardes sorrindo não se suportam mais, onde está toda nossa simplicidade?
Eu gostaria de ter aqueles olhos doces do garoto que olhava para o parque, deslumbrado com tudo, ele mal sabe o que lhe espera, ele mal sabe da vida, o mundo. Aquelas crianças que brincam e que amanhã estarão separadas, algumas se odiando, porque a vida tem que ser assim tão destrutiva?
Fernanda Costa
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Medos e decepções

Um monstro que era pequeno e ganhou vida, cresceu e criou suas raízes em nossas mentes. O medo cega tudo e qualquer plano, ele sempre atrapalha quando tentamos, ou apenas pensamos em tentar algo.
Os sonhos que pareciam tão reais e alcançáveis nos dão adeus sem a menor piedade, se não temos capacidade de lutar por eles, os mesmos vão embora a procura de um pouco de coragem e otimismo.
Um obstáculo que no começo parecia ser tão inofensivo, mas que se torna tão grande quando fraquejamos e deixamos com que ele crie seus muros definitivos em nós. A incrível sensação de termos criado asas termina assim quando a primeira decepção bate a nossa porta, o mundo que iríamos conquistar fecha-se em cinzas e o chão vira nosso limite.
As decepções e os medos andam no mesmo caminho, elas se cruzam, se há medo, haverá decepções.
Lutar contra os medos é lutar contra nosso próprio subconsciente, uma guerra que teremos de vencer se quisermos viver.
Fernanda Costa

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Falta de paciência e as mentiras que nos contam


Quando muitas pessoas reunidas em um lugar só começam a ser meigas demais, falsas demais, minha falta de paciência me lembra o porquê eu sou (quase) anti-social.
As pessoas parecem que sentem a necessidade de forçar tudo, amizade, amor, qualquer coisa que crie um laço afetivo.
Por trás da minha cara de paisagem faço todas as observações necessárias, desde as melhores amigas que não são assim tão amigas, até o casal fofo que por trás daquele status se traem descaradamente.
Do que adianta conviver com uma amiga que não pode ver você com um garoto que ela mesma faz questão de ir ficar com o garoto? Do que adianta juras de amor eterno e sorrisos na frente dos outros se por trás se odeiam e só estão juntos por pura conveniência?
Vemos a degradação da sociedade dia após dia, não só na violência ou qualquer outra coisa que a mídia insiste em noticiar todos os dias, por trás daquele assassino havia uma pessoa, aquela pessoa sofreu todas as transformações sociais, infelizmente optou por um caminho errado.
Não é falta de educação se somos sinceros, se não houver a sinceridade agora a pessoa continuará com o erro, onde está todo aquele discurso moralista sobre “aprender com nossos erros”? Se não suportamos uma opinião, nem preparados para vida estamos. Mas opinião não qualquer besteira que não faz a mínima diferença.
Jamais se prenda a relações baseadas em mentiras, é um completo atraso de vida.
Fernanda Costa

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A Filosofia de Nós

A aula de Filosofia que me sugeria que seria a mais longa do dia por conta da avaliação mudou seu caminho assim que a última questão me pedia para escrever um poema ou um texto sobre mim. Faltavam poucos minutos para o sinal e eu procurava o que falar sobre mim, uma das questões mais difíceis que encaro é falar sobre mim, fiz algo rápido e anotei na mesa para poder postar aqui, não é um dos meus melhores textos, mas falar sobre nós mesmos nunca é uma tarefa fácil, costumamos olhar os outros e não nos observamos.

Mantenho-me sozinha, a fim de ser poupada das tolices do mundo, nesse fato acabo poupando o mundo de ver meus erros e atitudes que às vezes não são das melhores. Um mundo pequeno e aparentemente feliz, ora cruel com seus acontecimentos.

Coisas que fogem aos meus planos, planos que fogem de mim. Pensamentos conturbados e degradação de sentimentos. Não sou ainda o que quero ser, mas ainda há tempo para isso. Tento manter-me centrada o máximo possível, de conturbada já me basta à vida.
Fernanda Costa

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Amor de férias

Já perdi as contas de quantas matérias sobre comportamento com o assunto ‘férias’ passaram na frente de meus olhos. Como se comportar, aonde ir, com quem ir, como ir e tudo isso sempre acaba envolvendo um “drama”, COMO TER UM AMOR DE FÉRIAS.
As minhas férias já chegaram, e até agora eu não sai de casa, alias mal sai do quarto. Quero viajar, ir pra casa de alguém da família e descansar, e talvez quem sabe um amor de férias, não é mesmo?
Nunca consegui algo passageiro, tenho aquela velha mania de amar e sofrer (em silêncio) por um bom tempo. Finjo que superei e continuo rindo do que passou.
Essa coisa toda de “amor de férias” é um termo até que engraçado, esse tipo de amor seria então só para as férias, mas e depois? E a saudade? Querendo ou não, nos apegamos às pessoas.
Por mais chata, indelicada e “ogra” que eu seja, confesso que já imaginei muitas vezes como seria um amor de férias, um de verão para ser exata. Iríamos à praia à noite, correríamos por toda aquela imensidão, depois de cansados nos sentaríamos na areia, onde passaríamos o resto da noite conversando e rindo. Uma definição “tumblerável”, eu não sou melosa, mas seria interessante viver algo assim, tocar violão na praia, cantar Beatles até de madrugada...
Vou sonhar, idealizar e quem sabe eu ainda enterre essa fantasia na areia da praia. Se o amor não vier, eu vou atrás dele.
E você, já teve algum “amor de férias”? Conte para mim, irei adorar saber sua história.
Fernanda Costa

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